Na crise sem crise

junho 7, 2009

Criatividade e ousadia ajudam a enfrentar a crise

Filed under: Uncategorized — Dayse Oliveira @ 8:37 pm
Foto: Getty Images

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Em maio, o ministro Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, reconheceu que o Brasil enfrenta um momento de recessão técnica, já que o País passou por dois semestres consecutivos de queda do PIB, o que indica tal panorama. Assim, “marolinha” prevista pelo presidente Lula ganhou dimensões mais devastadoras, apesar de não ter se transformado em um “tsunami”.

Desde setembro do ano passado, o mundo viveu momentos de fortes turbulências, anunciadas por demissões em massa, falências de grandes empresas, entre outros desastres. De todos os setores atingidos, a indústria financeira foi a mais afetada.

No Brasil, os reflexos do colapso global podem ser notados, principalmente, na atual crise de crédito. Os bancos se retraíram, os negócios diminuíram e, consequentemente, muitos postos de trabalho deixaram de existir. Nesse sentido, muitos profissionais qualificados perderam o emprego em virtude do “excesso de contingente”, e enquanto o mercado não se reaquecer, essas vagas ficarão congeladas.

De acordo com a consultora em recursos humanos Viviam Cordeiro, para superar essa realidade, é necessário entender que o mercado financeiro é altamente especializado. “Em tempos de crise, uma visão mais generalista do segmento pode garantir a sobrevivência para quem está empregado. Mas ser generalista não é conhecer superficialmente as coisas. É desenvolver competências que permitam transitar entre as várias operações e especializações de acordo o que o mercado demanda”, afirma.

Para ela, um profissional que domine uma gama maior de conhecimento e estruturas tem mais chances de se manter empregado do que outro que é especialista em apenas uma área. Além disso, é importante saber encontrar alternativas para afastar os aspectos negativos da crise.

Segundo Viviam, quem deseja uma recolocação no mercado tem ainda a opção de investir na carreira e melhorar o currículo. “Mesmo quem não está empregado deve corrigir as deficiências do currículo, como saber outros idiomas, ou se dedicar a um bom MBA no exterior, para poder retornar ao mercado quando este estiver mais aquecido”, diz.

Para os profissionais experientes que acreditam que o mercado não irá remunerá-los como antes, há a opção de buscar uma “carreira solo” como resposta à crise. “A crise mundial realmente abalou o mercado de investimentos, mas, apesar disso, ainda há formas de se ganhar dinheiro. É só uma questão de mudança de atitude, ousadia e criatividade”, lembra.

Por Camila Silveira

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