As datas comemorativas são um triunfo do mercado, que sempre obtém bons lucros com a venda de seus produtos. O dia dos namorados, que será comemorado na próxima sexta-feira, é um desses marcos significativo para os negócios.
Após o mês de junho, por exemplo, é comum que os apaixonados estejam com dívidas que perduram até dezembro, época de outra dessas datas comemorativas. A crise financeira que assola o mundo, porém, mudou um pouco desse quadro no Brasil.
Segundo dados da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), 64% dos consumidores paulistanos pretendem pagar o presente do dia dos namorados à vista. O número é alto, mas ainda menor do que a porcentagem de cariocas, 87,3%, de acordo com a informação do Fecomercio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro).
“Com a crise, há uma incerteza maior sobre o futuro, então prefiro não fazer longas prestações”, conta Eliane Silva, 22 anos, que ainda não comprou o presente para o seu namorado. Os paulistanos, como ela, gastam em média R$ 58,00 nessa data e, mais uma vez, ficam atrás dos cariocas, que consomem R$ 179,87.
Presentes
Os campeões de vendas continuam os mesmos dos anos anteriores. No topo da lista estão vestuário e calçado, seguidos de perfume e cosméticos e jóias e bijuterias.
Apesar da data já ser tradicional no calendário brasileiro, boa parte das pessoas ainda deixam para comprar os presentes em cima da hora. “Deixar para o último momento é um erro, já que os preços ficam sempre mais altos”, lembra a economista Danielle Suguiura.
Por Dayse Oliveira

